A categoria dos militares estaduais da Bahia, representada pela Força Invicta, expressa toda a insatisfação com a desvalorização dos 4% e a quebra da isonomia com o reajuste diferenciado de aproximadamente 9% no vencimento dos Delegados de Polícia Civil.

A defasagem salarial acumulada nos últimos oito anos é da ordem de 54%, segundo pesquisa do DIEESE. Ainda de acordo com estudos do órgão, em se tratando da inflação do ano passado o percentual foi da ordem de 5,7%.

“O Governo do Estado tenta transmitir à população que está sendo dada a devida valorização a esta categoria, porém esquece de explicar que promoção não é valorização salarial. É um direito do trabalhador, assim como promoção não atende aos veteranos”, destaca o presidente da Força Invicta, Cap PM Igor Rocha. “Além disso, as vagas criadas e disponíveis no Projeto de Lei de reestruturação da PMBA e do CBMBA encaminhado à Assembleia Legislativa da Bahia não atendem ao déficit existente, da mesma forma como PDP não é salário, não atende todo o efetivo da ativa e muito menos aos veteranos”, denuncia o gestor.

O PL também prevê o aumento de 20% do valor dos símbolos dos cargos comissionados, o qual não atende a mais de 90% da categoria.

Devido à insatisfação dos profissionais de Segurança Pública com essa desvalorização promovida pelo governo – em especial dos militares que estão na linha de frente, arriscando suas vidas por uma causa maior, que é a proteção da vida e defesa social dos baianos e das baianas – nesta quinta-feira, 11, a Força Invicta realizará uma Assembleia Geral Extraordinária, às 19h30 no Clube dos Oficiais, onde decidirá junto com os associados quais medidas serão adotadas pela entidade.

Na última terça-feira (09/05), o presidente Cap PM Igor Rocha garantiu o adiamento da votação dos Projetos de Lei que envolvem a categoria para o dia 16, a fim de que os parlamentares possam ouvir as entidades e recepcionar as emendas que atendam minimamente a expectativa dos militares estaduais.

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