Uma vez, dois amigos iam andando por uma estrada e resolveram que à partir daquele momento iriam mudar de vida. Começaram a traçar estratégias sobre o que deveriam fazer para terem êxito nos seus planos. O mais jovem resolveu trabalhar num banco, queria perceber como funcionava a dinâmica da multiplicação dos pães. O mais velho decidiu ser professor, queria entender como funcionava a dinâmica da divisão dos pães.
Anos mais tarde, num dia chuvoso, o amigo mais jovem a bordo do seu esplendoroso automóvel encontrou o velho professor andando apressado tentando evitar que àquela forte chuva lhe molhasse o corpo. O banqueiro naquele instante parou o seu carro e ofereceu uma carona ao seu antigo amigo.
– Como você está? Perguntou o pedagogo…
– Estou muitíssimo bem, hoje tenho ações nos principais bancos do mundo, tenho vários apartamentos, casa na praia e tenho viajado o mundo inteiro, cansado! Isso é verdade, tenho trabalhado duro para multiplicar o meu patrimônio, mas enfim… E você? Parece que não está nada bem, não é?
Não! Isso não é verdade! Eu estou bem, talvez melhor que você.
O banqueiro abriu um sorriso e perguntou ao amigo:
– Como pode estar melhor que eu? Enumerei alguns dos meus patrimônios, e vejo que o senhor nem um velho carro tem para lhe abrigar da chuva. Qual é a mágica dessa sua felicidade? Que riquezas tendes a ocultar?
O velho mestre antes de descer do automóvel lhe disse: – Há muitos anos quando tivemos aquela conversa, decidi trabalhar numa escola da periferia, lá encontrei muitas crianças tristes, sem esperança, algumas escolhidas pra morrer, outras jogadas a própria sorte.
Depois de tantos anos as encontro e vejo que alguns hoje são doutores, outros empresários, professores, carpinteiros, médicas, policiais, homens e mulheres de bem. Descubro hoje que escolhi uma profissão não apenas para mudar a minha vida, mas para mudar a vida dos outros e descobri ainda que juntando tudo isso, meu patrimônio é bem maior que o seu.